Como Contentsquare atua em meu impasse jurídico
Amy Thomas
Reseña Original
Contentsquare entrega resultado em fluxo de trabalho? Na minha avaliação, não. A plataforma de análise comportamental é realmente interessante e chega a ser uma alternativa atraente ao Google Analytics, mas nossa experiência como empresa terminou antes mesmo de começar. Passamos semanas tentando fechar o contrato e esbarramos em um jurídico lento, silencioso e incapaz de confirmar requisitos básicos de segurança. Para quem avalia a ferramenta apenas pela demonstração comercial, fica o alerta: o pós-venda é outra história. Contentsquare: ótimo produto, fechamento de contrato travado Como produto, o Contentsquare entrega boa parte do que promete. As ferramentas de análise comportamental, os mapas de calor, as gravações de sessão e a análise de jornada são sólidas e chamam atenção em qualquer demonstração. Na época, eu liderava a avaliação de fornecedores para a área de dados da minha empresa, e a plataforma parecia um passo acima do que tínhamos com o Google Analytics, principalmente na parte de entender onde o usuário trava dentro do funil de compra. O time comercial foi atencioso desde o primeiro contato. A proposta chegou clara, o escopo estava bem definido e o discurso era de parceria de longo prazo, com acompanhamento de sucesso do cliente e tudo o mais.
O problema é que a experiência inteira desmoronou no instante em que o assunto saiu da alçada do vendedor e foi para o departamento jurídico. Até ali, tudo o que eu tinha visto eram telas bonitas, benchmarks impressionantes e um roteiro de implantação bem ensaiado. Depois, o que ficou foi um processo contratual arrastado, sem dono, sem prazo e sem resposta. É frustrante perceber que uma decisão de compra de meses pode ser travada por um setor que nem se dá ao trabalho de responder um e-mail de acompanhamento. EPHI, seguro cibernético e semanas de silêncio do jurídico Nossa empresa lida com dados sensíveis e precisávamos de duas coisas simples no contrato: a inclusão de EPHI no escopo do acordo e a confirmação formal da apólice de seguro cibernético da fornecedora. O representante comercial garantiu, por telefone e por e-mail, que os dois pontos eram perfeitamente acomodáveis e que não haveria dificuldade. A realidade foi bem diferente. Passamos semanas trocando mensagens com o mesmo vendedor, que dizia estar cobrando o jurídico internamente, enquanto ninguém do departamento jurídico se manifestava de fato.
Pequenos ajustes de redação, que em qualquer negociação B2B seriam rotina, viraram obstáculos intransponíveis. Nenhuma confirmação sobre a apólice de seguro, nenhuma resposta sobre o EPHI, nenhum retorno sobre prazos. Em determinado momento comecei a questionar se o nosso contrato não era grande o suficiente para merecer atenção, e essa dúvida por si só já diz muito sobre como a empresa enxerga seus clientes menores. Parcerias de negócio deveriam se sustentar em confiança, transparência, comunicação e capacidade de cumprir o que foi combinado. Nesse quesito, o Contentsquare ficou muito abaixo do esperado para uma ferramenta desse preço. O que eu faria antes de assinar com o Contentsquare Se você está avaliando o Contentsquare e a parte técnica parece boa, meu conselho é separar o encantamento da demonstração da realidade contratual. Antes de qualquer coisa, peça por escrito o modelo de contrato completo e envie já na primeira rodada os requisitos regulatórios da sua empresa, como EPHI, LGPD, retenção de dados e apólice de seguro cibernético. Coloque prazo formal de resposta e acompanhe quem, do lado deles, é o responsável jurídico pelo acordo. Se o jurídico demorar para responder questões simples ainda na fase de negociação, isso é um sinal claro do que virá depois da assinatura, quando o assunto for renovação, aditivo ou incidente de segurança.
Vale lembrar que existem alternativas no mercado de analytics que costumam tratar o fechamento de contrato com mais agilidade, como o Matomo, que na minha pesquisa demonstrou muito mais disposição para ajustar cláusulas e responder dúvidas de compliance. Não estou dizendo que a plataforma do Contentsquare seja ruim tecnicamente, porque não é. Estou dizendo que a camada comercial e jurídica faz parte do produto, e nesse ponto a experiência foi ruim demais para ignorar.
Depois de tudo, nossa decisão foi não seguir com o Contentsquare. Perdemos semanas de trabalho interno, envolvemos time jurídico, segurança da informação e compras, e no fim ficamos sem contrato e sem cronograma. Para uma empresa que vende software para outras empresas, a capacidade de fechar um acordo simples não é detalhe, é o mínimo. Se eu pudesse resumir o que aprendi: produto bom não compensa processo comercial travado. Quem pretende contratar deve testar o jurídico antes de assinar, porque é ali que a parceria realmente começa ou termina.
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por Contentsquare
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