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Guia de Compra de Cloud & Infraestrutura
Comprar cloud e infraestrutura em 2026 significa escolher entre hyperscalers (AWS, GCP, Azure) e PaaS dev-first (Vercel, Railway, Fly.io). Avalie por: (1) latência da sua base de usuário (região São Paulo importa para apps brasileiros), (2) custos de egress — dominam no scale, (3) profundidade de serviço gerenciado, (4) descontos de reserved instance vs. spot, (5) risco cambial em fatura USD. Compradores brasileiros combinam frequentemente hyperscaler com CDN doméstico.
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O que é Infraestrutura Cloud?
Infraestrutura cloud é compute, storage, rede e serviços gerenciados sob demanda alugados de um provedor em vez de operados on-premise. A categoria em 2026 se divide em hyperscalers (AWS, GCP, Azure com centenas de serviços), PaaS dev-first (Vercel, Railway, Heroku — opinativo e rápido) e provedores especializados (Cloudflare para edge, Supabase para backend-as-a-service). A maioria do B2B mid-market combina dois ou três.
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Provedores de Cloud Mais Bem Avaliados na Nexforce
Top picks para B2B brasileiro em 2026: AWS (catálogo de serviços mais amplo, região sa-east-1 São Paulo com paridade completa), Google Cloud (melhor para AI/ML e analytics BigQuery), Cloudflare (melhor edge e DDoS), Vercel (melhor DX para Next.js + Edge Functions), Supabase (Postgres-as-a-service com auth nativo). Compare em preço de egress e disponibilidade de região Brasil — ponto cego em cálculo de TCO.
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Preços de Infraestrutura Cloud
Preços de cloud em 2026 são majoritariamente por uso: AWS/GCP/Azure cobrando compute por hora (US$ 0,01-1+ por vCPU/h), storage por GB (US$ 0,02-0,025 standard), egress por GB (US$ 0,085-0,12 — surpreendentemente alto). PaaS como Vercel/Railway cobram por execução e banda. Reserved instances cortam compute em 30-60% com commit de 1-3 anos. Compradores brasileiros devem somar 17-25% de IRRF + IOF em faturamento direto USD — ou faturar via intermediário nacional.
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Tipos de Infraestrutura Cloud
Cloud se divide em quatro modelos de serviço: (1) IaaS (compute/storage bruto — EC2, GCE), (2) PaaS (runtime + DB gerenciado — Vercel, Railway, App Engine), (3) Serviços SaaS de infra (Postgres gerenciado, filas, busca — Supabase, RDS, Algolia), (4) Plataformas edge (Cloudflare Workers, Vercel Edge — código na borda do usuário). A maioria dos stacks B2B modernos vive principalmente em PaaS + serviços gerenciados com algumas primitivas de hyperscaler embaixo.
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Tendências de Cloud & Infra em 2026
Três tendências definem cloud em 2026: (1) arquiteturas edge-first (compute na região do usuário) substituindo regiões centralizadas em apps de baixa latência, (2) serviços de GPU para IA (AWS Trainium, GCP TPU, H100/B100 dedicado — preço premium mas commoditizando), (3) tooling de otimização de custo (Vantage, Infracost, OpenCost) virando linha de orçamento obrigatória conforme conta de cloud escala mais rápido que headcount.
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Hyperscaler vs. PaaS vs. Self-Hosted
Hyperscalers (AWS, GCP, Azure) dão máxima flexibilidade e amplitude, mas exigem expertise de ops. PaaS (Vercel, Railway, Heroku) trocam flexibilidade por velocidade-de-deploy e operação gerenciada — melhor para times de produto. Self-hosted (VPS próprio, on-prem) é raro em 2026 exceto por compliance/custo em escala muito grande. A maioria começa em PaaS e só migra para hyperscaler quando a conta ou necessidades específicas justificam.
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Boas Práticas de Cloud & Infra
Operação cloud best-in-class em 2026: (1) tagueie todo recurso por time/projeto/env desde o dia 1 — gasto sem tag é gasto invisível; (2) configure alertas de custo antes de subir produção; (3) use IaC (Terraform, Pulumi, CDK) — clicar no console não escala; (4) audite egress mensalmente — fatura surpresa de egress é desastre cloud #1; (5) feche reserved capacity só depois de 6 meses de uso estável.